27 de novembro de 2025
Robótica: formando mentes criativas
Em um cenário em que a tecnologia evolui em ritmo [...]
Segundo a professora Suselaine da Fonseca Silva, doutora em Educação e professora de Matemática e Robótica na Rede Batista de Educação, muito além da montagem de robôs, a robótica, aplicada tanto no Colégio Batista Mineiro quanto no Colégio Batista Brasil, promove um ambiente de aprendizado que estimula o pensamento crítico, a criatividade, a colaboração e a capacidade de resolver problemas. “A proposta integra conceitos das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) por meio de atividades práticas que permitem ao estudante vivenciar o conhecimento, e não apenas ouví-lo”, explicou.
Desde as primeiras aulas, a familiaridade das crianças com peças de construção, como blocos LEGO®, desperta encantamento imediato. “O ambiente diferenciado das salas de robótica, que contam com mesas para trabalho em equipe, computadores e kits de construção, ajuda a criar um clima de investigação e curiosidade. Mesmo estudantes que nunca tiveram contato prévio com programação ou montagem descobrem, aos poucos, que são capazes de construir mecanismos, testar hipóteses, identificar problemas e buscar soluções”, apontou Suselaine.
Nas unidades da Rede Batista de Educação, as aulas de robótica acontecem quinzenalmente e seguem uma dinâmica estruturada em três momentos: conectar, investigar e sistematizar. Inicialmente, os estudantes são apresentados a um tema e a uma situação-problema, utilizando vídeos, textos e recursos da plataforma Mundo Z, disponibilizada pela Zoom Education. Em seguida, passam à etapa de investigação, na qual constroem protótipos com kits Spike (LEGO®), Snap Circuits (eletrônica) ou Microbit (programação em blocos). Ao final, testam, ajustam e aprimoram suas construções, compartilhando desafios e soluções.
Essa metodologia favorece o desenvolvimento de diferentes habilidades: técnicas (como programação e design de mecanismos), cognitivas (pensamento crítico, criatividade, resolução de problemas), acadêmicas (interpretação, análise de dados, autonomia investigativa) e sociais (comunicação, colaboração, liderança e tomada de decisão). Em sala, o trabalho em equipe é constante, e o rodízio de funções garante que todos participem de maneira equilibrada, compreendendo que construir, programar, testar e melhorar fazem parte do processo.
A educadora explica também que um dos maiores desafios da robótica é, justamente, ajudar o estudante a perceber a importância de cada etapa. “Muitos demonstram preferência por apenas montar ou programar, mas as equipes aprendem, ao longo das aulas, que o produto final depende da participação ativa de todos. Essa percepção fortalece a responsabilidade coletiva e estimula habilidades socioemocionais essenciais no mercado de trabalho atual”, disse.
As atividades de robótica na Rede Batista de Educação dialogam diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), integrando áreas como matemática, geografia, história, ciências, artes e linguagem. A transdisciplinaridade é natural: ao construir mecanismos ou programar algoritmos, os estudantes também leem, interpretam, debatem, analisam dados, compreendem conceitos de atualidades e até se deparam com termos em inglês.
De acordo com a professora de robótica, o primeiro contato costuma gerar encantamento. “Como as aulas são práticas e trazem desafios diferentes a cada encontro, o interesse cresce de forma espontânea. Estudantes tímidos encontram espaço para se expressar e liderar, enquanto aqueles que inicialmente não demonstram afinidade com tecnologia acabam descobrindo novas habilidades ao longo das montagens e programações”, afirmou.
A participação da família também é um pilar importante nesse processo. A plataforma utilizada nas aulas permite que pais e responsáveis acompanhem o que foi trabalhado em sala e explorem atividades complementares. Além disso, jogos de lógica, estratégias e plataformas como Scratch, Tynker e CodeCombat podem ser utilizados em casa para estimular o pensamento computacional e fortalecer o aprendizado.
“A robótica educacional contribui ainda para a formação de competências valorizadas no ambiente profissional. Em um mundo onde a tecnologia permeia todas as áreas, saber trabalhar em equipe, se comunicar com clareza, adaptar-se a mudanças e gerir o tempo torna-se tão relevante quanto dominar habilidades técnicas. As aulas, portanto, não formam apenas futuros profissionais, mas cidadãos criativos, éticos e preparados para um futuro em constante transformação”, pontuou a professora de robótica.
Ao integrar teoria e prática, tecnologia e valores, a Rede Batista de Educação reafirma seu compromisso com a formação integral de seus estudantes. A robótica educacional é mais do que um componente curricular, é uma experiência que amplia horizontes, desenvolve competências e mostra às crianças e adolescentes que o futuro pode ser construído desde agora.
Quiz
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