7 de maio de 2026

Olitef fortalece a consciência financeira dos estudantes

Aprendizados saem da teoria, fortalecem decisões e refletem no futuro

Mais do que medalhas, o que se viu no encontro de reconhecimento dos estudantes do Colégio Batista Mineiro BH-Floresta/Séries Finais foi a celebração de um aprendizado que ultrapassa os limites da sala de aula. Ao participarem da Olitef (Olimpíada do Tesouro Direto e Educação Financeira), os estudantes não apenas se destacaram em uma competição nacional, mas deram passos importantes rumo a uma relação mais consciente e responsável com o dinheiro. 

De acordo com o coordenador de Matemática da unidade, Carlos Amâncio, a iniciativa de levar a olimpíada para a escola nasce com um propósito claro: formar jovens mais preparados para tomar decisões financeiras ao longo da vida. “A ideia é engajar e empoderar os estudantes para decisões financeiras conscientes”, explica. 

Segundo ele, o contato com temas como juros, economia e planejamento financeiro desde cedo faz diferença na forma como esses estudantes enxergam o futuro. “O estudante passa a entender sobre orçamento, consumo consciente, investimentos e até o funcionamento do Tesouro Direto, que é um tipo de investimento de renda fixa”, detalha o professor. Ele destaca ainda que, além do conteúdo técnico, a Olitef estimula habilidades essenciais, como raciocínio lógico, interpretação de texto, autonomia e senso de responsabilidade, competências que dialogam com todas as áreas do conhecimento. 

Esse olhar formativo também é reforçado pela coordenação pedagógica. Para a coordenadora Fernanda Maciel, a participação em olimpíadas faz parte de uma cultura já consolidada na escola. “Sempre incentivamos nossos estudantes a participarem de competições como o Concurso Canguru de Matemática e a Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico. Com a Olitef não foi diferente”, afirma. 

Fernanda conta que, inicialmente, a adesão era opcional, mas, diante do potencial da proposta, a escola decidiu ampliar o acesso. “Nos últimos anos, optamos por inscrever todos os estudantes, do 6º ano à 3ª série do Ensino Médio. Acreditamos que, primeiro, eles precisam conhecer a experiência para depois decidir se gostam ou não, e o retorno tem sido muito positivo”, disse. 

Para a coordenadora, a educação financeira precisa começar cedo. “Quanto antes discutirmos esse tema, melhor. Os estudantes aprendem a planejar despesas, entender as consequências das escolhas e desenvolver hábitos de consumo consciente. Isso não é só sobre dinheiro, é sobre cidadania, sobre saber lidar com recursos limitados e evitar desperdícios”, finaliza. 

A Olitef é estruturada em uma prova objetiva com 20 questões, dividida por níveis do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, mas seus impactos vão além do desempenho na avaliação. A própria formação dos professores é contemplada, com trilhas de aprendizado que fortalecem o trabalho pedagógico em sala. 

Entre os estudantes, os resultados aparecem tanto nas medalhas quanto nas mudanças de comportamento. A estudante Larissa Moreira Torres, do 8º ano, participa desde o 6º ano. “Minha mãe me falou sobre a importância, e eu até entrei no site para me preparar. Gostei muito de participar”, conta. Para ela, o aprendizado já faz diferença no dia a dia. “Tenho aprendido a usar meu dinheiro com mais consciência. Não posso sair gastando com qualquer coisa”, afirma a estudante. O esforço rendeu reconhecimento, com medalhas conquistadas em mais de uma edição. 

Para Filipe de Almeida Peres, estudante do 7º ano, a experiência também foi marcante. “Foi a primeira vez que participei e fiquei muito feliz de ganhar a medalha. Vale a pena aprender sobre educação financeira, porque é um conhecimento para a vida toda”, afirma. 

Já o estudante Heitor Guedes Ferreira, da 1ª série do Ensino Médio, encontrou na olimpíada um caminho para aprofundar um interesse que já existia. “Eu já gostava do tema e fiz a trilha de estudos do site antes da prova”, explica. Entre os aprendizados, ele destaca a aplicação prática. “Aprendi, por exemplo, quanto podemos investir por mês pensando em objetivos futuros, como uma faculdade”, reflete. 

Histórias como essas mostram que a Olitef vai muito além de uma competição. Ela se consolida como uma ferramenta de formação integral, que une conhecimento acadêmico, desenvolvimento socioemocional e preparação para a vida adulta. 

Ao final do encontro, as medalhas entregues simbolizavam conquistas individuais, mas também um compromisso coletivo: formar estudantes mais conscientes, críticos e preparados para construir um futuro sustentável para si e para a sociedade. 

 

 

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