5 de janeiro de 2026
Um novo ano começa em casa
Janeiro chega como uma página em branco, convidando famílias a reorganizar a rotina, criar novos hábitos e construir momentos de conexão e propósito juntos.
O começo de ano sempre carrega um ar de recomeço; janeiro chega quase como uma página em branco, pronta a ser preenchida e convidando as famílias a reorganizarem a rotina, repensarem prioridades e construírem novos hábitos. Para trazer a reflexão sobre esse assunto, o blog da Rede Batista de Educação conversou com a neuropsicopedagoga, coordenadora pedagógica e escritora de literatura e material didático infantil Daniela Zanini.
Segundo a educadora, esse período é uma oportunidade preciosa. “Existe um fenômeno psicológico chamado ‘efeito do novo começo’. Quando chega janeiro, sentimos naturalmente esse impulso de mudança, como se abríssemos um capítulo novo na vida. E quando a família está de férias, esse movimento se intensifica, afinal, os dias são mais leves, os horários estão mais flexíveis e todos estão mais abertos a experimentar algo novo”, explica.
Entre os hábitos que podem ser incorporados logo nos primeiros dias do ano, Daniela destaca a leitura diária em família. Segundo ela, esse momento simples tem um poder enorme de conexão. “Quando todos param por 20 minutos para ler juntos, cria-se um espaço sem telas, sem distrações. O que surge ali é diálogo, empatia e compreensão”, afirma. A leitura, seja de um livro infantil, um clássico da literatura juvenil ou mesmo um devocional, abre caminho para conversas que vão além do cotidiano e fortalecem os vínculos.
“Para que essa prática se torne prazerosa, sugiro variar o tipo de material: histórias, poemas, letras de música, cantigas e textos que reflitam sobre virtudes e desafios da infância e adolescência. Devocionais familiares com leituras curtas e perguntas simples também são ótimos para envolver todas as idades. E, claro, escolher os livros em conjunto torna tudo ainda mais natural”, disse Daniela.
As férias também oferecem uma boa oportunidade para que a família defina as metas para 2026, como metas acadêmicas, emocionais e espirituais. O segredo, de acordo com Daniela, é que elas sejam realistas e possíveis de acompanhar. “Exemplos como ler um livro não didático por mês, estudar diariamente por poucos minutos ou participar do devocional familiar cinco vezes por semana já ajudam a criar constância. Metas emocionais também são importantes: promover encontros com amigos, organizar doações ou reservar um momento semanal de convivência são atitudes simples, mas cheias de significado”, pontuou.
“Quando a família constrói uma visão anual, todos entendem qual é o propósito por trás das metas. Isso faz muita diferença”, comenta. Para ela, metas que funcionam têm começo, meio e acompanhamento; não basta dizer “vamos passar mais tempo juntos”, mas definir quando, como e quem será responsável por cada parte.
E, para que os filhos realmente se envolvam, Daniela recomenda uma reunião especial no início de janeiro: a “reunião de metas familiares”. É o momento em que pais e filhos se sentam, conversam e decidem o que querem aprender, melhorar e realizar durante o ano. “As metas não podem nascer apenas da cabeça dos adultos. As crianças e adolescentes precisam participar, sugerir, escolher”, reforça. Assim, eles se tornam parte do processo e não apenas executores de uma lista imposta.
Outro hábito transformador para o início do ano é o devocional familiar. Esse momento de oração, leitura bíblica e reflexão cria uma referência espiritual importante dentro de casa. Daniela lembra que o devocional não precisa ser rígido, ele pode se adaptar aos horários da família. E mesmo quando alguém está viajando, uma chamada de vídeo é o suficiente para manter o vínculo e lembrar que todos são parte fundamental daquele momento.
“É claro que começar novos hábitos traz desafios. A volta às aulas, os horários apertados e a empolgação que diminui com o tempo podem atrapalhar. Nesses momentos, a chave é não desistir: flexibilize, mas não abandone”, orienta Daniela. Um devocional mais curto, um rodízio de quem faz a oração ou a inclusão de vídeos e atividades lúdicas podem ajudar a manter o engajamento.
Para que 2026 seja um ano de consistência e não apenas boas intenções, a neuropsicopedagoga reforça a importância de começar devagar: pequenas metas, repetidas diariamente, são muito mais eficazes do que grandes promessas difíceis de sustentar. “Os pequenos sucessos produzem motivação. É isso que faz o hábito durar”, explica.
E uma mensagem final da especialista deixa tudo ainda mais claro: “Nenhuma família vai acertar sempre. Por isso, celebrar e perdoar faz parte do processo. O que sustenta o lar não é a perfeição, é a graça, o esforço diário e a decisão de recomeçar quantas vezes forem necessárias”, declarou.
Assim, as férias deixam de ser apenas um intervalo do ano letivo e passam a ser um terreno fértil para que a família construa novas formas de viver propósito, fé e união durante todos os meses do ano.
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