9 de setembro de 2026
Feira Pulsar transforma corredores do Colégio Batista Mineiro Lagoa Santa em espaço de inovação
Estudantes dos Anos Finais e do Ensino Médio desenvolveram projetos ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável após meses de pesquisa e aplicação do método científico
Quem circulou pelos corredores do Colégio Batista Mineiro Lagoa Santa durante a Feira do Conhecimento Pulsar poderia, por alguns momentos, ter a impressão de estar em uma feira de inovação. Nos estandes, estudantes apresentavam protótipos, aplicativos, jogos e outras soluções criadas a partir de problemas reais.
Entre os projetos, havia uma tartaruga robótica desenvolvida para auxiliar na retirada de resíduos da Lagoa Central de Lagoa Santa, um jogo criado pelos próprios estudantes para conscientizar sobre a poluição dos mares, um aplicativo de apoio psicológico e um experimento sobre o uso do hidrogênio verde como alternativa aos combustíveis fósseis.
Outros grupos se debruçaram sobre questões sociais. O projeto Resgate a Infância, por exemplo, pesquisou causas e consequências do trabalho infantil e propôs ações de conscientização sobre a proteção dos direitos de crianças e adolescentes.
A diversidade das propostas tinha um ponto em comum: os estudantes foram desafiados a olhar para problemas da sociedade e pensar em caminhos possíveis para enfrentá-los.
Da pergunta ao protótipo
A Pulsar foi o resultado de um percurso iniciado ainda em março. Antes de chegar aos estandes, os estudantes aprenderam a trabalhar com o método científico: identificar um problema, formular perguntas, levantar hipóteses, pesquisar e definir uma metodologia para desenvolver suas propostas.
Os projetos tiveram como referência os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, abrangendo questões ambientais, sociais e econômicas.
Ao longo dos meses, as ideias passaram por diferentes etapas, incluindo uma pré-banca, na qual os grupos apresentaram seus projetos a avaliadores. A partir dos retornos recebidos, seguiram para o desenvolvimento de protótipos, aplicativos, sites, jogos e outras soluções que seriam apresentadas ao público no fim de agosto.
“A gente queria inovar, trazer projetos que conseguíssemos levar para as pessoas. Como o meu projeto pode atender uma pessoa de forma social, ambiental ou econômica?”, explica a professora de Biologia e idealizadora do projeto, Camila Reines.
Ideias que ganharam forma
No dia da Feira, meses de pesquisa finalmente puderam ser apresentados à comunidade. Em cada estande, os próprios estudantes explicavam o problema investigado, o caminho percorrido e a solução proposta.
Cecília, estudante da 1ª série do Ensino Médio e integrante do grupo que pesquisou o hidrogênio verde, conta que o processo envolveu também testes e orientação dos professores.
“A nossa experiência foi muito positiva. A gente teve todo o suporte e conseguiu alcançar nossos objetivos”, afirma.
Para a professora Camila, parte do resultado da Pulsar apareceu justamente na desenvoltura dos estudantes diante do público.
“Os estudantes desenvolveram habilidades que a gente nem imaginava que eles tinham. Ver os estandes prontos e eles preparados para comentar sobre tudo que precisam falar é muito satisfatório”, conclui.
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